A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria de volta ao sul (+video)

A Música Portuguesa a Gostar dela Própria
A Música Portuguesa a Gostar dela Própria

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria é uma associação cultural dedicada a documentar e divulgar o património imaterial nacional dando a conhecer o que há de mais tradicional e contemporâneo na nossa música.

De 2 a 12 de Novembro 2013, o realizador Tiago Pereira irá percorrer o Algarve a gravar tocadores, ranchos, cantadores, fadistas, coros, bandas filarmónicas, bandas de garagem, artistas e paisagens sonoras, descobrindo uma região que estende para lá da praia e do sol.
Estas recolhas irão não só aumentar a presença algarvia no arquivo audiovisual acessível a todos através do site da associação, como também preparar a promo de uma série de vídeos “O povo que ainda canta”. Este programa terá como ponto de partida o trabalho de Tiago Pereira, que nos últimos anos tem percorrido o país a filmar os portadores da nossa herança musical.

Os documentários “Sinfonia Imaterial”, “Não me importava de morrer se houvessem guitarras no céu”, “11 Burros caem no estômago vazio”, “Vamos tocar todos juntos para ouvirmos melhor”, entre outros, são fruto do seu esmero em recolher o que ainda subsiste.

A estadia da A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria termina no dia 12 em Alte com uma homenagem a Maria Belchior, que completa 100 anos e que juntamente com o irmão e a cunhada é responsável por manter vivos cantares, bailes mandados, modas de roda e dizeres algarvios.

Video: Maria Belchior – “Moda do bailarico + A padeirinha + Florinda”

Site: http://amusicaportuguesaagostardelapropria.org/

 

Exposição de Antonio Dias e Charlie Holt

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Inauguração 2 Novembro 2013 pelas 18H no CECAL em Loulé.

“Nós comunicamos com palavras e imagens, falamos muito uns com os outros e vamos trocando ideias. No passado enviávamos postais para amigos. Esta exposição é sobre a comunicação. Trata-se da apresentação de um trabalho experimental na forma de uma grande instalação nos espaços do CECAL. Estamos a usar cartazes normalmente encontrados nas ruas, poesia, letras, postais … Ao longo destes anos fomos comunicando via e-mail e texto entre o Reino Unido e Portugal. Poderão haver algumas surpresas…”

Esta exposição reúne os artistas Antonio Dias e Charlie Holt que começaram a trabalhar em colagens há dois anos. Estas colagens formaram um diálogo entre os dois artistas que levou a esta grande instalação que agora se apresenta no CECAL em colaboração com a Casa da Cultura de Loulé.

Viver em Loulé há 2000 anos

Arquivo historico Loulé

Sábado, 26 de outubro 2013, pelas 15h00, no Arquivo Municipal de Loulé, a apresentação da Conferência “Da Terra e do Mar: Viver em Loulé há 2000 anos”, proferida por João Pedro Bernardes.

«Com um litoral muito mais articulado do que hoje, onde se destacavam extensos estuários que concentravam boa parte da população e da atividade económica do território, o atual concelho de Loulé apresentava durante o período romano um conjunto de atividades diversificadas centradas na exploração de recursos marinhos e terrestres. Em torno do estuário da ribeira de S. Lourenço distribuíam-se vários núcleos de povoamento dedicados à produção oleira, mas também à mariscagem, pesca e transformação de preparados piscícolas. A exploração e transformação de preparados dos recursos marinhos era, aliás, uma das bases económicas do restante litoral, com um enfoque especial também nos outros dois grandes estuários: o da ribeira de Carcavai e o da ribeira de Quarteira. Se naquele, na atual praia de Loulé-Velho, ficava uma das maiores explorações agrícolas do concelho, complementada por uma ampla atividade pesqueira e industrial em torno da produção e exportação de preparados de peixe, já no estuário da ribeira onde hoje pontua Vilamoura localizava-se a maior povoação portuária do território louletano, muito centrada no comércio marítimo mas também na atividade industrial. Entrando terra dentro ao longo das linhas de água que alimentavam aqueles três estuários, que constituíam as unidades geomorfológicas mais marcantes da paisagem louletana antiga, surgiam depois um conjunto de núcleos de população dispersa e uma ou outra grande exploração agrícola onde a produção agropecuária, dos frutos secos, como o figo e a azeitona, mas também a produção de mel da cortiça e a caça, marcavam a vida local. Loulé, a meio caminho entre a terra e o mar, não era, então, povoação de destaque, já que o grosso da população se distribuía pelo litoral ao longo daqueles estuários.

Do modo de vida das populações que viveram no território do atual concelho de Loulé na época romana, quais as suas atividades e principais povoações, é do que trata esta palestra, que procura traçar um quadro daquilo que hoje se sabe com base na arqueologia mas também a partir das descrições literárias dos autores greco-latinos.» (João Pedro Bernardes)

João Pedro Bernardes é doutorado em Arqueologia pela Universidade de Coimbra. É professor associado com agregação da Universidade do Algarve onde leciona nos cursos de licenciatura de Património Cultural e Arqueologia e ainda em vários cursos de mestrado e doutoramento. Tem participado e liderado em vários projetos de investigação de âmbito nacional e internacional, versando sobretudo temas de Arqueologia romana. Efetuou vários trabalhos de campo e escavações arqueológicas, inclusive no território de Loulé. É o atual Diretor do Departamento de Artes e Humanidades da Universidade do Algarve.

A entrada é livre.

Concerto: Dead Combo no Cine-Teatro

Dead Combo Lisboa Mulata Tour

A 26 de outubro 2013, pelas 21h30, no Cine-Teatro Louletano apresentam-se os Dead Combo que volta a Loulé após um concerto memorável no Festival MED 2013.

Os Dead Combo são Tó Trips e Pedro Gonçalves, músicos que encarnam duas personagens que poderiam ter saído de uma BD: um gato-pingado e um gangster.

Formado em 2003, o grupo já lançou 5 álbuns, três dos quais galardoados como “Álbum do Ano” e/ou “Álbum da Década” em Portugal.

“Lisboa Mulata”, o último registo de originais, foi editado em outubro de 2011 e conta com a participação dos convidados Marc Ribot, Camané e Alexandre Frazão. A viagem musical faz-se de África à América do Sul, de Lisboa a Nova Iorque, sem perder as suas raízes portuguesas.

Em 2012, a notoriedade dos Dead Combo internacionaliza-se com a participação no programa de televisão “No Reservations” de Anthony Bourdain, a presença simultânea dos 3 primeiros álbuns no Top 10 da U.S.A. iTunes Store e com a participação musical no Festival de Cinema de Cannes, na festa de apresentação do filme “Cosmopolis” de David Cronenberg.

O preço para o espetáculo é de 10 euros.