Vistas: 40 anos do 25 de Abril em Loulé (audio+fotos)

Poucos são os motivos para festejar a liberdade em 2014, boa parte das promessas ficaram perdidas no tempo, embora se mantenham alguns valores conquistados, segundo os próprios intervenientes, desiludidos com os caminhos que o país trilhou desde então, apelam à revolta e indignação contra o sistema democrático que se instalou.
A visão de Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço e Martins Guerreiro que após quase quarenta anos, estiveram em Loulé a partilhar as suas experiencias e ideias da evolução do mundo actual, assumindo as suas diferenças, as suas convicções, e até os seus enganos.

No Cine-Teatro Louletano, no passado sábado 15 de Março, deu-se início uma série de iniciativas para comemorar o 40ª aniversário do 25 de Abril, anunciada para decorrer ao longo do ano, em diversos locais do concelho, promovido por uma comissão criada para o efeito, com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, que neste evento inaugural juntava três dos protagonistas da chamada revolução dos cravos, e pela importância dos factos decidimos acompanhar.

Surpreendidos pela adesão da população, faz supor que a organização terá sido planeada apenas para convites e elites. Ao realizar no Cine-Teatro, um espaço curto e muito limitado, sendo o único e (quase) centenário, apesar do imenso investimento na sua recuperação, este não comporta as necessidades da cidade, gerido por um conjunto de regras legais, que tentam impedir o uso espontâneo deste tipo de sala, situação que provocou alguma indignação na hora da entrada.

Questionava-se a comemoração da liberdade!
Alguns dos jornalistas e população interessada, que se deslocou a Loulé para acompanhar o evento, surpreendidos perante as restrições de acesso ao espaço, só viram a situação desbloqueada, quando da intervenção pessoal do presidente do município.

Apagam-se as luzes e soltaram-se as modas do grupo folclórico “As Mondadeiras das Barrosas” (Salir), e animação ficou completa com satírica intervenção do ”Grupo Ao Luar Teatro” (Alte), de um momento cultural que teve início no hall de entrada com o “Ensemble de Flautas do Centro de Expressão Musical de Loulé”.

A cerimónia teve início com o discurso de Victor Aleixo, presidente da Câmara Municipal que defendeu a necessidade de uma maior divulgação dos valores e das conquistas do 25 de Abril aos mais jovens, alertou ainda para a defesa da democracia “dos novos perigos que estão agora a levantar a cabeça”.

Victor Aleixo
Discurso comemorações 40 anos do 25 Abril em Loulé

Carlos Albino apresentou o programa previsto para as comemorações, em que participarão diversas personalidades ao longo do ano, como os ex-presidentes da república Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes. A efeméride irá contar com diversas iniciativas, em todas as cidades, vilas e freguesias do Concelho, e com o envolvimento das escolas, instituições e associações culturais e cívicas de Loulé.

O debate da noite foi moderado por António Branco, reitor da Universidade do Algarve, fazendo uma retrospectiva da sua vivencia da época entre África e Paris.

António Branco
Discurso comemorações 40 anos do 25 Abril em Loulé

O tema lançado ao debate sobre esse momento que marcou a História Portuguesa Contemporânea, onde foram evidenciados os acontecimentos, o movimento MFA, as opções, as iniciativas, as utopias, os erros, a participação dos populares, as pressões internacionais, bem como as diferentes visões críticas da situação até à actualidade.

Otelo Saraiva de Carvalho
Discurso comemorações 40 anos do 25 Abril em Loulé

Vasco Lourenço
Discurso comemorações 40 anos do 25 Abril em Loulé

Martins Guerreiro
Discurso comemorações 40 anos do 25 Abril em Loulé

A intervenção do público no debate, e aproveitando a data, levou à memória do levantamento militar falhado das Caldas da Rainha em 16 de Março de 1974, que segundo os intervenientes ainda gera alguma polémica, mas foi decisivo para a preparação da operação de 25 de Abril ter o sucesso que se conhece.
Encerrou a cerimónia o presidente da Assembleia Municipal, Adriano Pimpão, onde não faltou o tradicional “Grândola Vila Morena”, imagens do filme “Capitães de Abril”, distribuindo-se os cravos e bem como cópias da mais antiga Acta de Vereação existente no país, aos participantes.

Paulo Sérgio
Fotografia: Formimagem

As imagens do Evento:

Programa: Apresentação do projecto Frutalg

alfarroba

FRUTALG – “Prospecção, Recolha, Conservação e Caracterização de Variedades Tradicionais de Fruteiras Algarvias com Interesse para a Agricultura Portuguesa”

APRESENTAÇÃO GERAL DO PROJETO E DOS TRABALHOS JÁ REALIZADOS
27/11/2013

Delegação da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve – Tavira
(Largo da Estação da CP)

09.45h – Sessão de Abertura
Eng.º Fernando Severino – Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve

10.00h – Plano Nacional de Recursos Genéticos Vegetais – Missão e Objetivo
Eng.º Benvindo Maçãs
10.20h – Apresentação geral do Projeto
Eng.º António Marreiros – Coordenador do Projeto

10.40h – Trabalho desenvolvido na Coleção de Citrinos, no Centro de Experimentação Horto – Frutícola do Patacão (CEHFP)
Eng.º José C. Tomás

11.00h – Debate

11.10h – Intervalo

11.20h – Visita acompanhada às 6 Coleções instaladas no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), pelos seus responsáveis:
– Alfarrobeira, Amendoeira e Figueira – Eng.º João Costa
– Nespereira e Romãzeira – Eng.º António Marreiros
– Macieira (Pero de Monchique) – Engª. Margarida Costa

13.00h – Fim da visita

Conferência “O Grande Plagiador” de Paulo Condessa

plagiador

Sábado, 9 de novembro 2013, pelas 21h30, a Casa da Cultura de Loulé, no Parque Municipal, recebe uma conferência-performance de Paulo Condessa intitulada “O Grande Plagiador”.

“Pessoa a fraude do século? Uma mentira torna-se verdade, se repetida mil vezes? As maiores fraudes estão tão próximas que perdemos a distância para as poder ver”.

Um brilhante analista político apresenta os factos que sustentam a sua tese de mestrado: “Verdade, justiça e direitos de autor: plágio em pessoa, muito ou realidade?”.

Paulo Condessa nasceu em Lisboa, em 1961. Andou perdido muito tempo mas anda a encontrar-se para poder voltar a perder-se.

Escritor: leitor, professor: aluno, performer: espectador. Ex-publicitário, atual escritor poeta e tal. Futuro ex-adolescente, futuro ex-criança. Maduro (mais ou menos).

Formado em Ciências da Comunicação, deformado por uma mente demasiado vivaz e re-formado por auto-recriação, percorreu cursos, pós-graduações, workshops e palestras e pessoas relativas às mais diversas áreas.

The Swiss Touch in Landscape Architecture

The swiss touch in landscape architecture -

Na Universidade do Algarve, realiza-se a conferência “The swiss touch in landscape architecture”, por Michael Jakob e Paolo Bürgi, que terá lugar na Faculdade de Ciências e
Tecnologia em Gambelas, Edif. 8. Auditório Verde, a 15 de novembro de 2013 (6ª feira) entre as 15h00 e as 17h30. A entrada é livre e confere certificado de participação.

Paralelamente terá lugar na Biblioteca da Universidade em Gambelas, às 18h30 de dia 15, a inauguração da Exposição “The swiss touch in landscape architecture”, com uma visita orientada pelo seu curador, Michael Jakob.

Michael Jakob, professor de História e Teoria da Paisagem em Genebra (HEPIA) e professor convidado em Harvard (GSD), curador da exposição ‘The Swiss Touch in Landscape Architecture’, que inicia a sua itinerância em Portugal (Faro, Vila Real, Évora), a partir de 15 de Novembro de 2013.

Paolo Bürgi, professor adjunto de Arquitectura Paisagista na Universidade de Pennsylvania e no Istituto Universitario di Architettura di Venezia (IUAV), arquitecto paisagista fundador do Studio Bürgi, Camorino (Suíça), onde exerce a sua actividade.

Org.: Embaixada da Suíça em Portugal / CHAIA –
Univ. Évora / FCT – UAlg / Biblioteca UAlg