Luz ao Fundo da Sala na Prisão de Faro

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Luz ao Fundo da Sala é um projeto de cinema no Estabelecimento Prisional de Faro.
Uma iniciativa conjunta da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, Direção de Serviços da Região Algarve e da Direção-Geral de Reinserção e Estabelecimentos Prisionais – Estabelecimento Prisional de Faro, com a colaboração do Serviço Educativo do CineClube de Faro.
Tem como principal objetivo contribuir para a formação sociocultural e cívica dos reclusos, fomentando reflexões críticas e a aquisição de competências no domínio do cinema, no sentido de potenciar o sentido estético e crítico para a Sétima Arte.
As atividades terão início a 4 de novembro e prolongar-se-ão até abril de 2014.

Homenagem ao poeta António Aleixo

Antonio Aleixo

A 16 de novembro 2013, pelas 16h00, o Cine-Teatro Louletano vai ser palco de uma homenagem ao maior poeta popular português – António Aleixo – no dia em que se assinala o 64º aniversário da sua morte.
Esta iniciativa tem início com a apresentação da comunicação “Os Manuscritos da Poesia de António Aleixo: Subsídios para a sua edição crítica”, apresentada pelo Professor da Universidade do Algarve, J. J. Dias Marques.

Segue-se o espetáculo musical “Fado Aleixo”, com Afonso Dias e as colaborações de Teresa Viola, Tânia Silva, Marinela St. Aubyn, Adriano St. Aubyn e Ricardo Martins.
“Fado Aleixo” é um tributo ao mais criativo e sagaz dos poetas algarvios. Talvez o mais moderno e, seguramente, o mais interventivo socialmente. Foi António Aleixo que elevou a voz do povo às alturas de uma arte maior e foi essa arte que o impôs como figura superior da cultura portuguesa. “Fado Aleixo” traz o poeta Aleixo de regresso ao Fado Tradicional que ele mesmo cantava. Porque Aleixo cantava o Fado. E tocava Guitarra portuguesa.

O Fado é, neste trabalho, sujeito a alguns “atrevimentos”. Desde logo o recurso a instrumentos pouco habituais: piano, fagote, acordeão, percussões, cavaquinho… Mas também os arranjos que levam o Fado de volta a territórios que influenciou e o influenciaram musicalmente – em África, no Brasil, nas Caraíbas… Um Fado de percursos e fusões. Porque o Fado é um viandante e um vadio. Que se mistura e se acrescenta com as viagens.

Para os promotores deste evento, esta é “a homenagem justa e devida ao Poeta que elevou a voz do Povo às alturas de uma arte maior”.

O preço dos bilhetes para este espetáculo é de 6 euros.

António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de novembro de 1949) foi um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos. Também é recordado por ter sido simples, humilde e semianalfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
António Aleixo andou nas lides do campo, foi tecelão, soldado, polícia, vendedor de cautelas e gravatas e emigrante em França, no entanto tornou-se conhecido no meio social como poeta. O professor Joaquim Magalhães viria a ser seu “secretário”, reunindo, mais tarde, em livro as suas quadras populares, de uma grande profundidade filosófica e, hoje, cantadas por grandes intérpretes da música portuguesa ou recordadas em recitais de poesia.

O poeta António Aleixo era conhecido pelas suas quadras repentinas, caracterizadas pela crítica social e pelo retrato de certas situações que observava no seu quotidiano. O Café Calcinha é indissociável da sua obra e hoje junto à esplanada ergue-se uma estátua de homenagem ao poeta, da autoria de mestre Lagoa Henriques, fazendo-nos lembrar o “Pessoa de Loulé”.

Estão publicadas as seguintes obras da sua autoria: “Quando começo a cantar” (1943), “Intencionais” (1945), “Auto da vida e da morte” (1948), e publicadas postumamente, “Auto do curandeiro” (1950), “Auto do Ti Jaquim” (incompleto), “Este livro que vos deixo” (1969) – reunião de toda a obra do poeta e “Inéditos” (1979).

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria de volta ao sul (+video)

A Música Portuguesa a Gostar dela Própria
A Música Portuguesa a Gostar dela Própria

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria é uma associação cultural dedicada a documentar e divulgar o património imaterial nacional dando a conhecer o que há de mais tradicional e contemporâneo na nossa música.

De 2 a 12 de Novembro 2013, o realizador Tiago Pereira irá percorrer o Algarve a gravar tocadores, ranchos, cantadores, fadistas, coros, bandas filarmónicas, bandas de garagem, artistas e paisagens sonoras, descobrindo uma região que estende para lá da praia e do sol.
Estas recolhas irão não só aumentar a presença algarvia no arquivo audiovisual acessível a todos através do site da associação, como também preparar a promo de uma série de vídeos “O povo que ainda canta”. Este programa terá como ponto de partida o trabalho de Tiago Pereira, que nos últimos anos tem percorrido o país a filmar os portadores da nossa herança musical.

Os documentários “Sinfonia Imaterial”, “Não me importava de morrer se houvessem guitarras no céu”, “11 Burros caem no estômago vazio”, “Vamos tocar todos juntos para ouvirmos melhor”, entre outros, são fruto do seu esmero em recolher o que ainda subsiste.

A estadia da A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria termina no dia 12 em Alte com uma homenagem a Maria Belchior, que completa 100 anos e que juntamente com o irmão e a cunhada é responsável por manter vivos cantares, bailes mandados, modas de roda e dizeres algarvios.

Video: Maria Belchior – “Moda do bailarico + A padeirinha + Florinda”

Site: http://amusicaportuguesaagostardelapropria.org/